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Versões e alguns Sistemas Operacionais baseados no Unix
6 e 7
BSD
System V
SunOs/ Solaris
AIX
Xenix
FreeBSD
OpenBSD
A versão que
se tornou padrão no mundo acadêmico foi a 6, e poucos anos depois foi substituída
pela 7. Toda uma geração de estudantes foi formada neste sistema o que
contribuiu para sua divulgação fora do círculo acadêmico. Já em meados dos anos
80, o Unix era amplamente utilizado tanto em minicomputadores como nas estações
de trabalho de várias empresas.
O primeiro
sistema Unix implantado numa máquina diferente do PDP-11 rodou no
minicomputador Interdata 8/32. Isto revelou que o Unix mantinha uma série de
compromissos com a máquina hospedeira, entre eles considerar que todos os
números inteiros eram de 16 bits, que todos os ponteiros eram de 16 bits
também, e que a máquina possuía três registradores disponíveis para armazenamento
temporário, isto caracterizava o UNix no PDP-11, e nenhuma delas era válidas no
Interdata.
Um outro
problema que apesar do compilador C ser muito eficiente e rápido, ele só gerava
código objeto para o PDP-11. Ao invés de escrever um compilador para cada máquina
específica, Steve Johnson do Bell Labs projetou e implementou um compilador C
portátil, que pode ser customizado para gerar código objeto para qualquer
máquina. Por diversos anos, quase todos os compiladores C eram baseados naquele
projetado por Johnson, o que facilitou a difusão do Unix e seu emprego em novas
arquiteturas.
BSD
Uma das
primeiras universidades a adquirir o Unix versão 6 foi a University of
California at Berkeley, com o código fonte disponível. Sendo assim o pessoal de
Berkeley, foi capaz de analisar e modificar o sistema, chegando a produzir o
1BSD( First Berkeley Software Distribution), com o apoio do DARPA, Defense
Advanced Research Projects Agency, esta versão e suas subsequentes( 2BSD, 3BSD,
4BSD) foram desenvolvida para o PDP-11.
A versão 4BSD
incorporava um grande número de melhoramentos. O principal deles foi o uso da
memória virtual e da paginação, permitindo que os programas fossem maiores que
a memória física, dividindo-os em páginas que iam e vinham da memória, conforme
a necessidade. A ligação em rede de máquinas Unix, outra característica
desenvolvida em Berkeley, fez com que o protocolo de rede do BSD, o TCP/IP, se
tornasse o padrão com uma utilização muito maior que a dos padrões oficiais,
como o OSI.
System V
O pessoal de
Berkeley acrescentou vários utilitários ao Unix, tais como um novo editor de
texto, um novo shell, compiladores Pascal e Lisp entre outros. Essas
modificações fizeram com que vários fabricantes de computadores baseassem suas
versões do Unix no Unix de Berkeley, ao invés da versão oficial da AT&T, o
System V.
A falta de
padronização do Unix, com a divulgação de duas versões incompatíveis e
diferente, a 4.3BSD e a System V release 3, além de cada fabricante adicionar
seus próprios melhoramentos, levou a um racha no mundo do Unix. Somado ao fato
de não haver padrão para o formato dos programas em binário, isso inibiu o
sucesso comercial desse sistema.
A primeira tentativa
de reconciliar as duas vertentes do Unix começou com o Comitê de Padronização
do IEEE. O nome do projeto foi POSIX. Este produziu um padrão chamado 1003.1. A
idéia do POSIX era de que o fornecedor de software que escrevesse programas
para Unix tivesse certeza de que, se usasse apenas os procedimentos definidos
pelo padrão 1003.1, seu programa ia rodar em qualquer sistema Unix aderente ao
padrão.
Apesar de o
padrão 1003.1 preocupar-se somente com as chamadas de sistemas, outros
documentos também produzidos sob a inspiração do comitê tentaram padronizar os
programas utilitários, a ligação em rede, e muitas outras características do
Unix. A linguagem C também foi padronizada pelo ISO e pela ANSI.
Um grupo de
empresas não queria ver a AT&T ditando as regras do Unix e formaram um
consórcio OSF (Open Software Foundation), para produzir um sistema que estivesse
de acordo com todos os padrões vigentes, não só o IEEE, mas que também continha
algumas características adicionais, tais como um sistema de janelas, uma
interface gráfica, processamento distribuído e muito mais. Como toda ação tem
uma reação, a AT&T constituiu seu próprio consórcio, o UI (Unix
International). A versão UI do Unix é baseado no System V.
O resultado
dessa concorrência levou a um sem querer, porém "satisfatório" . Pois
os usuários estão tão próximos de um padrão quanto estavam antes da iniciativa
do IEEE.
Portanto, uma
propriedade comum a todos esses sistemas é o fato de eles serem extremamente
grandes e complexos, justamente o contrário da ideia original do Unix.
SunOs/ Solaris
Solaris é um Sistema Operacional UNIX desenvolvido
pela antiga Sun Microsystems, que é uma subsidiária
da Oracle. As primeiras versões
do Solaris (baseadas no código do BSD) foram chamadas SunOS,
tendo o seu nome alterado para Solaris 2 quando passou a ser baseado
no System V.
Solaris é conhecido por sua
acessibilidade, especial no sistemas de SPARC,
também por dar origem a muitas características inovadoras tais como DTrace
e ZFS.
Solaris suporta arquiteturas baseadas nos processadores x86 eSPARC, e
é um sistema que segue a especificação POSIX.
Embora seja desenvolvido historicamente como um software proprietário, a
maioria de seu código-fonte hoje em dia está disponível como o sistema OpenSolaris.
Em sua versão 10, lançada no
início de 2005, Solaris oferece os seguintes recursos avançados:
DTrace: análise e resolução de problemas de
performance, em tempo real;
Solaris Containers:
consolidação de aplicações em servidores de maior porte, através da criação de
ambientes isolados e independentes;
Predictive Self-Healing:
capacidade de antecipar-se à ocorrência de falhas que possam causar paradas
críticas, isolando-as e recuperando-se;
Smarter Updating:
atualizações automáticas e inteligentes através do Sun Update Connection;
Integrated Open Source Applications:
disponibilidade de centenas de aplicações já integradas ao sistema;
ZFS: um novo tipo de sistema de
arquivos que provê administração simplificada, semântica transacional,
integridade de dados end-to-end e grande escalabilidade.
AIX
Advanced Interactive
eXecutive, ou simplesmente AIX, é uma versão da IBM para o sistema operacional Unix que
é executado em computadores IBM de médio porte. Ele é um sistema comercial
de código
fonte fechado baseado no UNIX System V e
é muito utilizado em grandes corporações. Antes do produto ser comercializado,
o acrônimo AIX
era uma abreviação de Advanced IBM UNIX ou, em português, Unix
Avançado da IBM.
A escalabilidade da
última versão do AIX 5L 5.3 suporta acima de 64 unidades de processamento central (CPU)
e dois terabytes (TB)
de memória
de acesso aleatório (RAM). O sistema de arquivos JFS2, a
princípio introduzido pela IBM como parte do AIX, suporta arquivos e partições de
tamanho superior a 16 TB.
Xenix
O Xenix foi uma versão
específica do Sistema Operacional Unix que a Microsoft pretendia usar em
microcomputadores. A Microsoft comprou uma licença para utilizar o Unix da
AT&T no final de 1979, e em agosto de 1980 anunciou que ele seria
disponível para o mercado de microcomputadores de 16-bit, visando ser o seu
sistema operacional principal já na versão 1.0.
No início a Microsoft não
foi capaz de licenciar o próprio nome “Unix”, pois a mesma licenciou somente o
código fonte, já que na época não era tão relevante o licenciamento do nome.
Então a Microsoft deu a ele um nome original chamando-o de Xenix.
Com relação a vendas, a
Microsoft não vendia o Xenix diretamente ao usuário final, ele licenciava o
Xenix e suas integrações com o MS-DOS em formatos OEM’s assim como Intel,
Panasonic e outras que também utilizavam o mesmo método na época.
Quando a Microsoft fez um
acordo com a IBM para desenvolver o Sistema OS/2, ela perdeu todo seu interesse
em promover o Xenix, pois outros caminhos já estavam sendo estrategicamente traçados
(projeto do Windows 2.0). E em 1987 a Microsoft vendeu sua licença do Xinix
para a Santa Cruz Operation (SCO) que adquiriu os direitos exclusivos do
Sistema Operacional Xenix e começou a distribuí-lo com o nome de SCO Xenix. Com
esse acordo a Microsoft tornou-se proprietária de 25% da SCO.
No mesmo ano a SCO adaptou o
Xenix para processadores Intel 368, já na casa dos 32-bits. O Xenix em sua nova
versão 2.3.1 introduziu o suporte a controladores SCSI e protocolos TCP/IP.
Mesmo após ter vendido a licença
de seu Unix para a SCO, a Microsoft ainda continuou a usar o Xenix
internamente, pois estava desenvolvendo o seu mais novo produto, um software
para edição de textos com o simples nome: Microsoft Word for Unix.
Tentando avançar na década
seguinte com uma força mais agressiva e melhorias em seu sistema operacional, a
SCO em meados de 1989 ramificou o Xinix em SCO Unix e sua última versão foi a
2.3.4.
FreeBSD
O FreeBSD é um sistema operacional livre do tipo Unix descendente do BSD
desenvolvido pela Universidade de Berkeley.
Está disponível para as plataformas Intel x86, DEC Alpha, Sparc, PowerPC e
PC98 assim como para as arquiteturas baseadas em processadores de 64bits IA-64
e AMD64.
Considerado como robusto e estável, geralmente é utilizado em servidores,
como de Internet ou Proxies, mas também pode ser utilizado como estação de
trabalho.
OpenBSD
O projeto
OpenBSD produz um sistema operacional livre, multiplataforma, do tipo UNIX
baseado no 4.4BSD. Portabilidade,
padronização, correção, segurança proativa e criptografia integrada são
algumas de suas características.
O
OpenBSD está disponível gratuitamente em nossos servidores FTP, e também em um
pacote de baixo custo com 3 CDs.
A
versão atual para uso em produção é o OpenBSD 5.3 ,
que foi lançado em 1 de Maio, 2013.
O
OpenBSD é desenvolvido inteiramente por voluntários. O projeto paga o ambiente
de desenvolvimento e os eventos dos desenvolvedores através de vendas de CDs em diversas lojas e aceitando doações de organizações e indivíduos. Essas
finanças garantem que o OpenBSD irá continuar a existir e permanecerá livre para a utilização de todos e para
todos os fins.
Futuro do Unix
Na década de 1990 um outro
sistema operacional para servidores e estações de trabalho que, atualmente, vem
tomando conta do mercado dos Unix tradicionais é o Linux, que além de ser livre
roda em hardware barato (PCs comuns, como os utilizados pelo Windows). O
curioso é que apesar de visualmente parecer-se com o Unix e respeitar grande
parte das normas técnicas do mesmo, o "The Open Group" não
certificou o Linux como "Unix de verdade".
Segundo uma pesquisa do
Gratner Group, há uma forte tendência nas áreas de TI a migrarem seus sistemas
Unix para Linux. Com 18 anos de estrada, o sistema operacional criado por Linus
Torvalds, que não usa nenhuma linha de código do Unix original, já é
considerado por muitos como maduro o suficiente, inclusive para aplicações de
missão critica, mesmo em hardware menos confiável.
Todavia, o funeral do velho
Unix ainda está longe. Segundo uma pesquisa realizada em junho pela
ComputerWorld, 90% disseram depender do Unix para alguma parte de sua estrutura
de informática. Pouco mais da metade afirmou que o sistema operacional é
essencial em suas operações e será indefinitivamente, e apenas 12% esperam
migrar para outras plataformas (incluindo o Linux) no futuro. A pesquisa
entrevistou gerentes de TI em 130 grandes empresas.
Usos específicos do Unix
O
Sistema operacional Unix é bastante utilizado como servidor em empresas, embora
a tecnologia evolua rapidamente a cada dia e mesmo que sistema operacional
Windows domine uma grande parte de computação mundial, o Unix é visto por
muitas empresas como parte essencial.
VANTAGENS DO UNIX
- Unix é mais flexível e pode ser instalado em vários tipos diferentes de máquinas, incluindo quadros principais de computadores, supercomputadores e microcomputadores.
- É mais
estável e não “cai” tão frequentemente como o Windows, portanto, requer menos
manutenção e administração.
- Possui
maior segurança interna.
- Unix
possui poder de processamento muito superior ao Windows.
- É o
líder no serviço da web. Cerca de 90% da Internet depende de sistemas
operacionais Unix executando o Apache, no mundo é o mais amplamente utilizado
como servidor web.
- As
atualizações de software da Microsoft, muitas vezes exigem que o usuário compre
um novo hardware ou software. Isso não é o caso do Unix.
- Os
sistemas na sua maioria gratuitos ou de baixo custo operacional de código
aberto, como Linux e BSD, com sua flexibilidade e controle, são muito atraentes
para os assistentes (aspirantes) do computador. Muitos dos mais espertos
programadores estão a desenvolver o estado-da-arte software gratuito para o
rápido crescimento do “movimento open-source”.
- O sistema operacional Unix fornece um nível eficiente de
memória virtual. Para o usuário, isso significa que é possível utilizar uma
grande quantidade de programas, usando pouca memória física. O sistema consegue
lidar com vários programas simultaneamente sem drenar seus recursos.
- O sistema operacional fornece uma grande coleção de
pequenos utilitários e comandos que fazem tarefas específicas de forma muito
eficiente, em vez de possuir muitas opções especiais, porém inúteis. O Unix age
como uma caixa de ferramentas bem abastecida, em vez de tentar fazer tudo ao
mesmo tempo.
- O Unix consegue unir diversos utilitários e comandos em
um número ilimitado de configurações, para realizar uma série de tarefas
complexas. Este sistema operacional não está limitado a uma série de menus e
combinações pré-configurados, como a maioria dos sistemas operacionais mais
comuns.
- Criptografia inquebrável de senhas. Só se descobre no método
tentativa e erro.
Motivos Para Utilizar O Unix
Sistema operacional multitarefa
Multitarefa significa executar uma ou mais
tarefas ou processos simultaneamente. Na verdade, em um sistema monoprocessado,
os processos são executados sequencialmente de forma tão rápida que parecem estar
sendo executados simultaneamente. O Unix escalona sua execução e reserva-lhes
recursos computacionais (intervalo de tempo de processamento, espaço em memória
RAM, espaço no disco rígido, etc.).
O Unix é um sistema operacional de multitarefa
preemptiva. Isso significa que, quando esgota-se um determinado intervalo de
tempo (chamado quantum), o Unix suspende a execução do processo,
salva o seu contexto (informações necessárias para a execução do processo),
para que ele possa ser retomado posteriormente, e coloca em execução o próximo
processo da fila de espera. O Unix também determina quando cada processo será
executado, a duração de sua execução e a sua prioridade sobre os outros.
A multitarefa, além de fazer com que o conjunto de
tarefas seja executado mais rapidamente, ainda permite que o usuário e o
computador fiquem livres para realizarem outras tarefas com o tempo
economizado.
Sistema operacional Multiusuário
Uma característica importante do Unix é ser multiusuário.
Bovet e Cesati definem um sistema multiusuário como "aquele capaz de
executar, concorrente e independentemente, várias aplicações pertencentes a
dois ou mais usuários". O Unix possibilita que vários usuários usem um
mesmo computador simultaneamente, geralmente por meio de terminais. Cada
terminal é composto de um monitor, um teclado e, eventualmente, um mouse.
Vários terminais podem ser conectados ao mesmo computador num sistema Unix. Há
alguns anos eram usadas conexões seriais, mas atualmente é mais comum o uso de
redes locais, principalmente para o uso de terminais gráficos
(ou terminais X), usando o protocolo XDMCP.
O Unix gerencia os pedidos que os usuários fazem,
evitando que um interfira com outros. Cada usuário possui direitos de
propriedade e permissões sobre arquivos. Quaisquer arquivos modificados pelo
usuário conservarão esses direitos. Programas executados por um usuário comum
estarão limitados em termos de quais arquivos poderão acessar.
O sistema Unix possui dois tipos de usuários: o
usuário root (também conhecido como superusuário), que possui
a missão de administrar o sistema, podendo manipular todos os recursos do
sistema operacional; e os usuários comuns, que possuem direitos limitados.
Para que o sistema opere adequadamente em modo
multiusuário, existem alguns mecanismos:
1° Um
sistema de autenticação para identificação de cada usuário (o
programa login, p.ex., autentica o usuário verificando uma base de dados,
normalmente armazenada no arquivo /etc/passwd);
2° Sistema de arquivos com permissões e
propriedades sobre arquivos (os direitos anteriormente citados);
3° Proteção de memória, impedindo que um processo
de usuário acesse dados ou interfira com outro processo. Esse último mecanismo
é implementado com a ajuda do hardware, que consiste na divisão do ambiente de
processamento e memória em modo supervisor (ou modo núcleo) e modo usuário.
Arquivos de dispositivo
Uma característica singular no Unix (e seus
derivados) é a utilização intensiva do conceito de arquivo. Quase todos os
dispositivos são tratados como arquivos e, como tais, seu acesso é obtido
mediante a utilização das chamadas de sistema open, read, write e close.
Interativo
O usuário requisita os comandos e obtém os
resultados de sua execução através do terminal.
Diretório Home
Cada usuário possui um diretório chamado Home, que é
o lugar que se localizam os arquivos, e-mails e configurações por exemplo.
DESVANTAGENS DO UNIX
Interface
A interface
tradicional do sistema operacional Unix é baseada em linha de comando, e essa
interface pode ser hostil ao usuário casual. O Unix foi feito para ser usado
por programadores e usuários experientes. Há uma interface gráfica, mas a
interface tradicional é apenas por linha de comando.
Comandos especiais
Os comandos usados
na interface de linha de comando geralmente usam nomes complexos, e não
informam o usuário do que estão fazendo. Muitos comandos da interface Unix
precisam usar caracteres especiais, e pequenos erros de digitação que
normalmente seriam insignificantes podem ter efeitos grandes e inesperados em
computadores Unix.
Assustador para os
iniciantes
Enquanto a grande
quantidade de utilitários do Unix pode ser um benefício ou vantagem para muitos
usuários, pode ser assustador para os iniciantes. Não é um sistema operacional
simples, e os novatos podem ficar assustados e confusos.
Curiosidades sobre o Unix
- O Unix foi precedido por um sistema chamado Multics, desenvolvido pela Bell Labs (AT&T), General Eletric e MIT. Esse era SO monousuário e monotarefa, que não conseguiu atingir seu propósito, mas o último sistema rodando Multics, só foi desativado em 30 de Agosto de 2000, ás 17h08min, no Canadá.
- · Dois engenheiros da AT&T, Ken Thompson e Dennis Ritchie, decidiram portar um jogo para um computador PDP-7, que estava parado, assim nasceu um novo SO, que a princípio foi chamado de “Unics”, o novo sistema foi chamado assim, pois ao contrário do Multics era multitarefa e multiusuário. O mais interessante do Unics é que foi idealizado para ser altamente “portável” e rodar em praticamente qualquer hardware, uma das premissas de sua criação era construir um SO de programador para programadores.
- · O motivo porque o “Unics” passou a se chamar “Unix” não se sabe ao certo, algumas teorias dizem que foi questão de marketing, mas a teoria aceitável é a da própria Bell Labs, que diz que o Unix ressurgiu das cinzas, assim como a Fênix, graças ao esforço de seus idealizadores em criar um SO multitarefa seguro. Esse trabalho em equipe e a filosofia em que o sistema foi concebido era algo inimaginável para os anos 60, desde então o “Unics” passou a se chamar “Unix”, herdando a letra “x” da palavra “Fênix”.
- · Richard Stallman decidiu criar um SO igual o Unix, só que gratuito, porque muitos programadores que contribuíram para o aperfeiçoamento do Unix foram injustiçados quando a AT&T decidiu se apropriar do sistema.
- · Assim como acontece no GNU/Linux o Unix também possui muitas variantes, conceitualmente as do Unix se diferem das do GNU/Linux, pois as primeiras são adaptadas ao hardware específico de um fabricante. Temos como exemplo o HP-UX da HP, o AIX da IBM, o Solaris da SUN (que possui também versão para plataforma x86), o Irix da Silicon Graphics e entre outros.
- · Muitos associam a Microsoft só ao Windows, mas ela teve um SO bem parecido com o Unix, que se chamava “Xenix”. Esse foi vendido para a SCO, mas ainda sim serviu de base para o desenvolvimento do MS-DOS, aliás, o MS-DOS embora conceitualmente seja muito diferente do Unix, estruturalmente possui várias semelhanças, como por exemplo, o redirecionamento de dispositivos de I/O, estruturas de arquivos e alguns comandos.
A história do Unix
Quando Ken Thompson sentou-se à frente de um microcomputador chamado PDP-7, para iniciar
seu projeto pessoal nos laboratórios da AT&T em 1969, sua intenção era
portar, para uma máquina mais barata, um jogo chamado "Space Travel",
escrito por ele mesmo. O game rodava em um gigantesco mainframe General
Electric 645 e servia para demonstrar o sistema operacional que estava sendo
desenvolvido pela AT&T na época, o "Multics".
Entretanto, a empresa cancelou o desenvolvimento do
"Muitics" no fim da década. Além disso, cada partida do jogo,
calculados os custos computacionais, custava mais ou menos US$ 75 no GE-645
(US$ 370 ou cerca R$ 700, corrigida a inflação). Para continuar com a jogatina,
Thompson e seu colega Brian Kernigham decidiram criar um "Multics"
simplificado que permitisse rodar o programa.
Em apenas um mês, já tinham um sistema operacional
rudimentar, um interpretador de comandos (shell), um editor de textos e
ferramentas de programação. Kernigham batizou o "sisteminha" de
"Unics", em uma alusão ao "Multics", e logo foi rebatizado
como "Unix".
Após ser rebatizado como "Unix" o projeto foi
crescendo assim como toda a equipe em sua volta. Em 1972, após Dennis Ritchie,
também da AT&T ter criado a linguagem de programação C, o "Unix"
foi totalmente reescrito tornando-se assim, "portável", ou seja, que funcionava
em máquinas de outros modelos e fabricantes sem precisar ser reescrito do zero.
Em 1974, a partir de um artigo publicado na revista mensal
da ACM (Association for Computing Machinery), despertaram-se interesse de
acadêmicos e instituições do mundo todo pelo novo sistema operacional. Como o
código-fonte era livremente distribuível, começaram a surgir novas versões além
da original da AT&T. A primeira foi a "BSD" (Berkeley Software
Distribuition), da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Já em 1979, começaram a surgir as implementações comerciais
do "Unix" para servidores. As mais conhecidas foram: "Sun OS", da Sun (posteriormente
rebatizada para "Solaris"), "Xenix" (Microsoft),
"HP/UX" (HP) e "AIX" (IBM).
Como as implementações de cada empresa eram ligeiramente
diferentes entre si, a partir daí o "Unix" não era mais "o
Unix", um sistema operacional, mas sim "um Unix", um tipo de
sistema operacional.
As "Guerras do Unix"
Nos anos 80, com a multiplicidade de empresas desenvolvendo
e vendendo seu próprio “sabor” de Unix, adveio uma certa contradição no
mercado. Apesar de serem vendidos como sistemas abertos, cada fabricante
tentava trancar os clientes com pequenos recursos e incompatibilidades entre a
sua versão e a dos concorrentes.
A Guerra de verdade que se formou foi deletéria para a
imagem do sistema: não havia mais Unix enquanto produto, havia AIX, HP/UX,
Solaris e assemelhados. O Unix havia deixado de ser um sistema operacional
único para ser, por assim dizer, um “selo” a ser dado a sistemas operacionais
que se parecessem com o Unix original – o que causou uma confusão sem
precedentes no mercado. Como se não bastasse, os fabricantes vendiam (e ainda
vendem), de forma casada, hardware e software, por preços bastante elevados. O
AIX, da IBM, só funcionava em máquinas IBM, enquanto o Solaris só rodava em
máquinas Sun.
A escalada dessa “corrida armamentista” acabou afastando os
potenciais compradores do Unix e aproximando-os de um outro sistema operacional
de servidor, não-Unix, que despontava então: o Windows NT, da Microsoft. Além
do próprio NT ser mais barato, o sistema rodava em PCs comuns de baixo custo.
Com o crescimento do Windows NT no mercado, várias associações de fabricantes
surgiram na época, mas eram numerosas demais para chegarem a um consenso. Com o
passar dos anos, e ainda movidas pelo pânico, essas associações foram se
fundindo ou extinguindo.
Hoje, apenas uma associação, que representa todos os maiores
fabricantes do mundo, tem o poder de certificar quem é e quem não é Unix: a The
Open Group, que publicou a chamada Single Unix Specification, ou SUS
(especificação única do Unix, na tradução). Qualquer sistema operacional que
passe pelo teste do SUS pode se auto intitular Unix.
Mas mesmo essa definição unificada, não foi possível acabar
com as incompatibilidades. Por exemplo, o Mac OS X, sistema operacional dos
produtos Apple modernos, é um tipo de Unix certificado. Mesmo assim, um
programa escrito para o SCO Unix, por exemplo, não funcionaria no Mac OS X. Na
prática, a atual definição de Unix é apenas cosmética.

Gabriel Hernandes, ThePescador como já dizem alguns rs. 25 anos, Cristão, Noivo da Carolina Mendes, Blogueiro, Músico, Contador de piadas e mais um monte de coisas que você só vai saber lendo cada linha desse blog =)